Upas vão funcionar como unidades de internamento para covid-19

Até segunda-feira (31/5), todas as UPAs de Curitiba vão virar unidades para internamentos de covid-19, e algumas unidades básicas de saúde passarão atender casos de urgência e emergência. A medida faz parte das ações da Secretaria Municipal de Saúde nesse período crítico da pandemia na capital.

As mudanças começam nesta sexta-feira (28/5) pela UPA Pinheirinho, que ficará fechada para atendimento direto das 7h às 20h. Fora desse período atenderá apenas casos graves (de quaisquer problemas).

Para absorver a demanda do Pinheirinho, as unidades básicas Ipiranga e Sagrado Coração passarão atender casos de urgência e emergência, no período das 7h às 20h.

Atendimentos clínicos de gestantes e crianças e as vacinações de rotina e da gripe serão direcionados para as outras unidades da região: Fanny, Lindoia, Concordia, Vila Leão e Vila Clarice e Vila Machado.

As demais unidades básicas que passarão a atender como UPAs ainda serão definidas pela Secretaria Municipal de Saúde.

Como fica a mudança da UPA Pinheirinho
Das 7h às 20h: fechada para atendimento direto. Nesse período, os casos graves de urgência e emergência serão atendidos nas Unidades Básicas de Saúde Ipiranga e Sagrado Coração

As demais unidades básicas da região continuam atendendo normalmente casos clínicos. São elas: Unidades Fanny, Lindoia, Concordia, Vila Leão e Vila Clarice e Vila Machado.

Prefeitura reúne sociedade civil para discutir panorama da pandemia

Para discutir a situação atual da pandemia da covid-19 no município, a Prefeitura de Curitiba reuniu de forma on-line, nesta quinta-feira (27/5), quase 50 representantes de vários setores econômicos, da Saúde (tanto da esfera pública, como privada, além de entidades de classe), do Ministério Público, da Câmara de Vereadores, da educação, de igrejas. O objetivo foi manter o diálogo aberto com a sociedade civil, buscando soluções unificadas na luta contra o coronavírus. Todos os representantes dos setores tiveram oportunidade de falar.

“Nós temos um inimigo em comum: o vírus. E o diagnóstico do momento é crítico, traumático, dramático”, definiu o infectologista e presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia, Clóvis Arns Cunha. “Não só no serviço público, como no privado. Está cada vez mais difícil dar atendimento adequado. Não temos mais recursos humanos. Estamos pior do que estávamos em março”, disse.

Para o presidente da Federação das Santas Casas de Misericórdia e Hospitais Beneficentes do Estado do Paraná (Femipa), Flaviano Ventorim, é preciso no momento “um pacto social”.

“Nós, dos hospitais, não vamos dar conta. O sistema está entrando em colapso e precisamos dar um fôlego”, disse Ventorim.

Segundo ele, entretanto, é necessário que os municípios da região metropolitana tomem medidas restritivas no mesmo sentido que a capital. “Não se vê a região metropolitana tomando medidas”, disse.

Segundo a secretária municipal da Saúde de Curitiba, Márcia Huçulak, 65% dos atendimentos dos três prontos-socorros SUS de Curitiba (Evangélico, Cajuru e Hospital do Trabalhador) vêm de fora do município.

“Toda vez que aumenta a mobilidade, aumenta o trauma, a queda, o atropelamento e, por consequência, o atendimento no pronto-socorro, concorrendo com o atendimento de covid-19”, explicou a secretária.

Curitiba vacina pessoas com deficiência permanente de 18 anos ou mais

Nesta sexta-feira (28/5), a campanha de vacinação contra covid-19 avança para pessoas com deficiência permanente de 18 anos ou mais em Curitiba.

Além da primeira dose para pessoas com deficiência permanente, segue a aplicação de segunda dose para idosos de 84 anos completos que foram imunizados com a primeira dose de AstraZeneca.

Para os profissionais da educação básica e pessoas com comorbidades, a cidade aguarda a chegada de novo lotes de imunizantes destinados para a vacinação deste público.

Ônibus não são focos de covid, aponta estudo

Dos cerca de 300 mil passageiros que diariamente passam pelas catracas do transporte coletivo de Curitiba com cartão-transporte, 99,9% não têm diagnóstico de covid-19. A informação é do levantamento epidemiológico da Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba que analisou o período de março de 2020 a março de 2021.

O estudo foi apresentado nesta quinta-feira (27/5) durante reunião on-line dos gestores da Secretaria da Saúde com representantes dos setores econômicos da cidade e diretores de serviços hospitalares.

Para o rastreamento, o Centro de Epidemiologia da secretaria cruzou o banco de dados dos testes positivos para covid-19 com os CPFs dos usuários do cartão-transporte da Urbs.

O estudo considerou o intervalo de três dias antes da data de coleta do exame até 14 dias depois, verificando nesse período o uso do cartão nas linhas de ônibus e terminais de transporte.

A partir de março, além do rastreamento, a Prefeitura de Curitiba também começou a bloquear o cartão-transporte dos passageiros com resultado positivo de covid.

“Essa circulação, que já era baixa, caiu mais ainda, reduzindo pela metade”, diz Diego Spinoza, infectologista da Secretaria Municipal da Saúde.

Curitiba vacinou 478.898 pessoas contra a covid-19

A Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba imunizou, até quarta-feira (26/5), 478.898 pessoas com a primeira dose da vacina contra o novo coronavírus. Até esta data foram vacinados: 300.936 idosos, 77.119 profissionais dos serviços de saúde da cidade (incluindo as equipes de vacinação), 6.703 moradores, funcionários e cuidadores de instituições de longa permanência, 5.235 trabalhadores das forças de segurança, 77 indígenas, 6.665 gestantes e puérperas, 2.998 pessoas com deficiência, 72.198 pessoas com comorbidades e 6.967 educadores, entre professores e trabalhadores da Educação Básica.

Segunda dose
Em Curitiba, 206.205 pessoas receberam a segunda dose da vacina até quarta-feira (26/5). A vacinação com a segunda dose está sendo feita nas instituições de longa permanência, em profissionais de saúde e idosos.

Nesta quinta-feira (27/5), foi iniciada a vacinação com a segunda dose para idosos entre 81 e 85 anos que receberam a primeira dose do imunizante da AstraZeneca.