Na primeira semana, UPA Tatuquara faz 244 atendimentos por dia

Na primeira semana, UPA Tatuquara faz 244 atendimentos por dia

Inaugurada na segunda-feira, dia 22/5, a nova Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Tatuquara realizou até sexta-feira (26) 1.220 atendimentos – dos quais mais de um terço (404) na área de pediatria. Na média, foram 244 atendimentos realizados por dia para a população local. Segundo Ronald Giloff, autoridade sanitária da UPA, boa parte dos casos envolvia situações de pouca gravidade.  

A nova UPA, que tem 2,5 mil metros quadrados de área construída ao lado da Rua da Cidadania Tatuquara, representa desde a semana passada uma alternativa que facilita a vida dos moradores da região, que até então precisavam recorrer às unidades de atendimento do Pinheirinho ou Sítio Cercado.

Outro benefício trazido para o sistema de saúde municipal é que a nova unidade também ajuda a desafogar o atendimento nas demais unidades.

Mobilidade
A dona de casa Adriana Aparecida Lopes Souza, por exemplo, não gasta mais os cerca de 40 minutos que levava para ir até o Pinheirinho de ônibus. Na semana passava ela precisou levar seu filho à unidade do Tatuquara. “Com a UPA aqui perto é mais fácil; vai melhorar muito”, disse ela.  “Ter de ir lá no Pinheirinho era ruim, né?! É difícil para quem não tem carro.”

Quando os pacientes também têm outras dificuldades de mobilidade, a proximidade fica ainda mais relevante.  Leonel Medeiros Leal levou o pai, que usa cadeira de rodas, para fazer uma consulta de urgência. “Ele teve uma dor na costela e não pudemos esperar”, explica. Quando não é caso de emergência, eles normalmente vão até a Unidade de Saúde Jardim da Ordem, que fica a 10 minutos de onde moram.

“Nós temos um posto muito bom ali [perto da casa], mas quando acontecem essas coisas fora de hora a gente tem que vir pra cá”, afirmou. “Graças a Deus aqui foi bem rápido; fomos bem atendidos.”

Atencioso
O atendimento da Unidade também foi elogiado por Clemair Moisés. “A senhora que atendeu a gente na recepção foi bem atenciosa, bem preparada, eu daria nota 10 para o atendimento”, considerou.

“Vai melhorar em 200% a vida da população, porque não tem nenhum posto grande assim aqui por perto”, contou.

“Eles são bem prestativos, foi bem rápido”, comentou Marilda de Paula sobre o atendimento. Ela levou a sobrinha com sua filha, bebê de colo, para fazer uma consulta. Anteriormente elas teriam que ir até o Pinheirinho. “Vai ajudar bastante a população aqui, porque para se deslocar até o Pinheirinho era bem demorado e o atendimento lá, devido à quantidade de pessoas, também demorava mais.”

Vitrine
O movimento na primeira semana foi intenso, e não só por parte das pessoas que buscavam auxílio médico. A unidade atraiu também a atenção de curiosos do bairro.

Entre os curiosos que foram até a unidade apenas para vê-la em funcionamento estava Maria Lúcia da Silva. Ela conta que trabalha com serviço comunitário com os moradores do bairro. Silva levou Olímpio e Otília Padilha da Silveira, o casal de aposentados de quem é vizinha, para conhecer a UPA.

Os três moram na região há 18 anos e, quando não se consultavam na Unidade de Saúde Santa Rita, normalmente iam até a UPA do Sítio Cercado ou do Pinheirinho. “A gente achou essa UPA aqui perfeita”, diz Silva. Dona Otília complementa: “Isso aqui é um presente para nós, para nós é uma maravilha porque nós moramos aqui pertinho, não precisa mais ir lá longe”.

Prioridades

Quadros de urgência e emergência médica definem as propriedades numa Unidade de Pronto Atendimento, como a UPA Tatuquara, inaugurada na segunda-feira (22/5). Eles configuram uma situação de maior risco para os pacientes.

“Nosso papel é de acolher as pessoas, fazer o atendimento, orientar sobre o que a UPA disponibiliza de serviço para a comunidade e orientar seu retorno para as unidades de saúde”, diz Ronald Giloff, autoridade sanitária da nova UPA. “Nunca devolvemos ninguém, todo mundo é atendido.”

A rigor, os quadros de baixo risco não precisariam ser feitos necessariamente numa UPA, já que envolvem consultas clínicas e acompanhamento médico de quadros como diabetes, hipertensão e gestação, por exemplo.

“UPA é unidade de pronto atendimento para as 24 horas do dia, mas não significa que a pessoa vai chegar e ser atendida de imediato; a prioridade é para situações de risco”, explica Gilof.

Além dos casos de urgência, crianças, idosos e pessoas com deficiência têm preferência no atendimento. Boa parte dos atendimentos na primeira semana da UPA Tatuquara foi de casos de baixo risco.

Critérios
Mesmo os casos de “urgência” e “emergência”, que são mais graves, tem suas diferenças.

Emergência é algo mais súbito, como desmaios, crises convulsivas, sangramentos intensos, dores agudas, infartos e derrames. A urgência pode ser uma dor de cabeça ou gripe muito forte, uma cólica contínua.

Em ambos os casos, no entanto, a pessoa fica impossibilitada de realizar suas atividades rotineiras.  

A triagem que vai definir a ordem de atendimento a ser feita na UPA é definida de acordo com o grau de risco apresentados pelo paciente. Quanto maior o risco, menor será o tempo de espe00198939ra– e vice-versa.

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