Curitiba fará suplementação de R$ 110 milhões aos hospitais filantrópicos da rede SUS em 2023

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O prefeito Rafael Greca anunciou, nesta terça-feira (13/12), durante evento no Palácio 29 de Março, uma nova suplementação de R$ 110 milhões que será paga aos hospitais filantrópicos da rede SUS de Curitiba no ano de 2023. O recurso complementa o repasse extra de R$ 37 milhões já realizado em 2022.

O novo aporte visa apoiar a sustentabilidade econômico-financeira destas instituições para que haja a continuidade dos atendimentos no município de Curitiba neste ano e no próximo ano, considerando o atual contexto de crise econômica, aumento de custos de insumos, limitação por parte do governo federal no financiamento da assistência hospitalar de média e alta complexidade, além do fim do repasse do governo federal para o combate à covid-19.

De acordo com o prefeito Rafael Greca, a suplementação é possível de ser realizada por Curitiba neste momento, pelo fato de o município gozar de estabilidade financeira e contar com o apoio da Câmara Municipal.

“Nós temos uma situação financeira razoável, a cidade está com tudo equacionado, as contas estão pagas e a Câmara tem sido muito parceira da Prefeitura nas votações de verbas e suplementações”, afirmou o prefeito. “Nós vamos procurar enfrentar o ano de 2023 com o mínimo de turbulência”, disse ele.

Usuários das UPAs de Curitiba elogiam atendimento recebido

usuarios-upasUsuários das UPAs de Curitiba elogiam atendimento recebido

A advogada Andrea Arruda Vaz, 41 anos, usuária de plano de saúde há dez anos, ficou preocupada quando precisou recorrer ao SUS para o atendimento do seu pai, Jair Marins, de 66 anos. Ele veio do interior e está morando com a filha em Curitiba há quatro meses. No dia 29/11, ele começou a passar mal, sentindo falta de ar. “Ele já tinha tido pneumonia recentemente, então ficamos bem preocupados”, disse.

Andrea conta que rapidamente procurou qual unidade de pronto-atendimento seria mais perto de sua casa e viu que era a Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) Boa Vista, que funciona 24 horas. “Chegamos lá fomos prontamente atendidos, bem rápido, questão de um minuto. Ele fez teste de covid, que deu negativo, raio-X, eletro, coleta de sangue. A médica avaliou e falou que era grave, a pneumonia havia voltado”, conta.

Após ser estabilizado e medicado, Jair foi transferido para o Hospital Madalena Sofia onde segue internado, recebendo tratamento. “Foi tudo no mesmo dia, pela manhã foi atendido, acolhido, internado, medicado, estabilizado e no fim da tarde, no mesmo dia, transferido. Durante todo o tempo, fui informada de tudo”, lembra.

“Foi muito gratificante. Porque, às vezes, as pessoas criticam, mas na hora de elogiar não tem ninguém. O atendimento foi rápido, eficiente, alegre e simpático”, elogiou.

“Até comentei para a minha família: como Curitiba está bem na área da Saúde, muito eficiente. O atendimento parecia ser padrão da unidade, porque desde a limpeza, comida, funcionários, foi tudo maravilhoso”, completou.

Satisfeita com o atendimento recebido na UPA Boa Vista, Andrea fez questão de registrar o seu elogio à Saúde por meio da Central 156, como outras 5.129 pessoas este ano – 612 referentes apenas às unidades 24 horas.

Diminui tempo de espera e permanência nas UPAs de Curitiba e aumentam elogios

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A evolução nos serviços das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), que prestam atendimento de urgência e emergência 24 horas, na capital paranaense, pode ser medida em números e também no grau de satisfação dos usuários.

Dados da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) mostram que o tempo médio de espera até classificação de risco caiu pela metade, quando comparado 2022 a 2016, ano anterior ao início da gestão do prefeito Rafael Greca. Em 2016, o usuário aguardava, em média, 16 minutos entre a chegada até que fosse avaliado pela classificação de risco. Em 2022, esse tempo médio está em 8 minutos – segundo protocolos internacionais, o tempo alvo para este atendimento é de até 10 minutos.

Caiu também o tempo de espera por atendimento das demandas menos urgentes – as demandas urgentes são priorizadas e os usuários não precisam aguardar. Em 2016, as demandas menos urgentes eram atendidas, em média, em 1 hora e 43 minutos – tempo medido entre a classificação de risco e o atendimento médico. Em 2022, o tempo médio dessas demandas passou para 1 hora e 23 minutos.

Outro indicador das UPAs que demonstrou grande êxito é o referente ao tempo de permanência na unidade. Em 2016, cerca de 17% dos pacientes permaneciam mais de 24 horas nas UPAs antes de serem transferidos para um leito hospitalar ou receberem alta. Em 2022, o índice de pacientes que precisaram ficar mais de 24 horas na UPA caiu para apenas 3%.

Saúde de Curitiba divulga novo cronograma da 4ª dose anticovid

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de Curitiba divulga novo cronograma para a aplicação da 4ª dose da vacina anticovid. Na próxima semana serão atendidos de forma escalonada os nascidos entre o primeiro semestre de 1993 e primeiro semestre de 1995.

Na segunda-feira (12/12), serão vacinados os nascidos no primeiro semestre de 1993. Na terça-feira (13/12), será a vez de quem nasceu no segundo semestre de 1993.

A convocação de novo grupo continua na quarta-feira (14/12), com os nascidos no primeiro semestre de 1994. Na quinta-feira (15/12), serão vacinados os do segundo semestre de 1994. Na sexta-feira (16/12), poderão receber a vacina os nascidos no primeiro semestre 1995.

Com essas convocações, a aplicação da 4ª dose da vacina contra a covid-19 atinge pessoas com 27 anos ou que completam essa idade até o fim deste ano. Para receber a dose de reforço é preciso ter recebido a 3ª dose há 120 dias ou mais.

A 4ª dose equivale ao 2º reforço para os vacinados na 1º dose com Pfizer, Astrazeneca e Coronavac. Para os vacinados com o imunizante da Janssen na 1ª dose, a 4ª dose equivale ao 3º reforço.

Novas convocações dependerão da disponibilidade e do envio de mais doses ao município.

Curitiba é reconhecida pela redução da sífilis congênita e recertificada pela eliminação da transmissão vertical do HIV

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Curitiba recebeu nesta quarta-feira (7/12) a Certificação de Selo Prata de Boas Práticas Rumo à Eliminação da Transmissão Vertical da Sífilis, quando a contaminação acontece durante a gestação, da mãe para o bebê. O reconhecimento foi anunciado pelo Ministério da Saúde em evento realizado em Brasília.

Por meio de um trabalho contínuo realizado em todas as unidades de saúde, como estratégia da Rede Mãe Curitibana Vale a Vida, Curitiba atingiu uma redução de 44% na taxa de sífilis congênita (transmissão durante a gestação). Em 2017 a incidência era de 8,4 casos por mil nascidos vivos e caiu para 4,7 casos por mil nascidos vivos em 2021.

O Selo de Boas Práticas foi lançado pela Secretaria de Vigilância do MS em 2021 para reconhecer estados e municípios que ainda não atingiram o status de eliminação da transmissão vertical, mas apresentaram bons resultados na redução dos casos.